sexta-feira, 30/10/2026

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Bancos elevam taxas de financiamento imobiliário; Caixa ainda não se pronuncia sobre mudanças.

Recentemente, os principais bancos privados do Brasil, como Bradesco, Itaú e Santander, elevaram suas taxas de financiamento imobiliário, um movimento que pode impactar significativamente quem planeja adquirir um imóvel. Juntos, esses bancos representaram cerca…

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Recentemente, os principais bancos privados do Brasil, como Bradesco, Itaú e Santander, elevaram suas taxas de financiamento imobiliário, um movimento que pode impactar significativamente quem planeja adquirir um imóvel. Juntos, esses bancos representaram cerca de 55% dos financiamentos realizados entre janeiro e setembro de 2023, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

As instituições financeiras justificam o aumento das taxas com a alta dos juros futuros, que subiram mais de 2,5 pontos percentuais após as eleições, refletindo uma expectativa de mercado mais cautelosa em relação à economia. O rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos, por exemplo, saltou de 12,87% para 15,39% nesse período, evidenciando a instabilidade que influencia o mercado de crédito.

A Caixa Econômica Federal, que detém a liderança nas contratações de financiamentos imobiliários, ainda não se pronunciou sobre possíveis reajustes em suas taxas, optando por um silêncio estratégico antes da divulgação de seu balanço. Isso deixa os consumidores em um cenário de incerteza, especialmente em um momento em que o Bradesco, Itaú e Santander já implementaram suas mudanças.

No Bradesco, por exemplo, a taxa principal de financiamento saltou de 11,99% + TR para 15% + TR ao ano, enquanto para clientes Private, o aumento foi de 11,70% + TR para 13,60% + TR. O Itaú, por sua vez, anunciou uma taxa mínima de 12,95% ao ano, com variações dependendo do perfil do cliente — chegando a 14,85% + TR para não correntistas. O Santander também fez ajustes, aumentando suas taxas a partir de 12,49% + TR.

Daniele Akamine, advogada especializada em mercado imobiliário, destaca que esses aumentos foram inesperados, especialmente considerando a recente queda da Selic, que teve sua quinta redução consecutiva em setembro. Segundo ela, o aumento significativo das taxas pode encarecer as parcelas e diminuir o poder de compra das famílias que buscam financiamento.

Em face dessas mudanças, a especialista recomenda cautela aos consumidores. Comparar simulações entre diferentes bancos é fundamental, além de analisar o Custo Efetivo Total (CET) e o índice de correção do financiamento. Embora muitas instituições utilizem a TR, outras oferecem opções atreladas ao IPCA, que podem ser mais vantajosas a longo prazo. Também é importante considerar o sistema de amortização, uma vez que as condições de pagamento podem variar substancialmente entre as opções disponíveis.

Crédito da imagem: Bradesco, Itaú e Santander