sexta-feira, 30/10/2026

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FMI e Argentina firmam acordo que pode resultar na liberação de US$ 900 milhões

Um novo capítulo nas relações entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) se desenha com o recente acordo que pode liberar até US$ 900 milhões ao país sul-americano. A aprovação, no entanto,…

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Um novo capítulo nas relações entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) se desenha com o recente acordo que pode liberar até US$ 900 milhões ao país sul-americano. A aprovação, no entanto, está condicionada ao crivo do conselho executivo do FMI, o que traz um elemento de incerteza ao cenário financeiro argentino.

Esse montante faz parte do extenso programa de financiamento de US$ 20 bilhões estabelecido em 2025, e a liberação dos recursos está atrelada à terceira revisão do acordo, na qual o FMI avalia o cumprimento das metas pactuadas. Apesar das dificuldades econômicas enfrentadas, o FMI reconhece que houve progresso, destacando a desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que superaram as expectativas acordadas.

Esses recursos são essenciais para que a Argentina possa fortalecer suas reservas de dólares, o que não apenas ajuda a honrar compromissos externos, mas também permite que o governo de Javier Milei tenha maior liberdade para afrouxar as restrições relacionadas ao uso da moeda americana.

Desde o início do programa, a Argentina já recebeu cerca de US$ 15,8 bilhões, e a aprovação da nova parcela significaria um suporte financeiro crucial. Os desembolsos anteriores incluem US$ 12 bilhões em abril de 2025, US$ 2 bilhões em julho de 2025 e US$ 1 bilhão em maio de 2026, conforme as revisões do programa foram concluídas.

O FMI enfatizou a importância das reservas internacionais líquidas, que ultrapassaram em US$ 4 bilhões as metas estipuladas, destacando que o Banco Central argentino adquiriu quase US$ 16 bilhões somente em 2026. Esse reforço no estoque de dólares é considerado vital para a estabilidade econômica do país.

Adicionalmente, o ajuste fiscal se torna uma prioridade, com a meta de alcançar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026, e esforços semelhantes esperados para 2027. A expectativa é que a Argentina continue a buscar fontes de financiamento e prepare o terreno para um possível retorno aos mercados internacionais.

Com o cenário ainda incerto, o futuro financeiro da Argentina dependerá não apenas da aprovação do FMI, mas também das medidas que o governo Milei tomará para garantir a estabilidade econômica a longo prazo.