sexta-feira, 30/10/2026

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FMI projeta que Brasil retorne ao grupo das oito maiores economias globais até 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) trouxe à tona previsões que podem alterar significativamente a percepção da economia brasileira no cenário global. Segundo o relatório atualizado, o Brasil deverá recuperar sua posição como a oitava…

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) trouxe à tona previsões que podem alterar significativamente a percepção da economia brasileira no cenário global. Segundo o relatório atualizado, o Brasil deverá recuperar sua posição como a oitava maior economia do mundo em 2027, superando tanto a Itália quanto a Rússia. A estimativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance a impressionante marca de US$ 2,796 trilhões, em contraste com os US$ 2,772 trilhões da economia italiana e os US$ 2,675 trilhões da russa.

Em 2026, o Brasil deve seguir na décima posição, com um PIB projetado em US$ 2,655 trilhões, enquanto a Rússia e a Itália figuram à frente, com US$ 2,861 trilhões e US$ 2,702 trilhões, respectivamente. Entretanto, as projeções para 2027 demonstram uma recuperação significativa, posicionando o Brasil na oitava colocação e prevendo um crescimento contínuo, com a economia nacional alcançando US$ 3,398 trilhões até 2031.

O FMI também indica que, pela primeira vez, o PIB nominal brasileiro deve ultrapassar os US$ 3 trilhões em 2029, atingindo US$ 3,056 trilhões. Essa evolução é notável, especialmente considerando que o PIB nominal projetado para 2026 já superará o recorde anterior de 2011, que foi de US$ 2,614 trilhões.

Entretanto, nem tudo são boas notícias. O FMI alerta que a economia real do Brasil deve desacelerar, com taxas de crescimento prevendo uma queda gradual de 2,3% em 2025 para 1,9% em 2027. Além disso, a inflação, que atualmente gira em torno de 5%, deverá apresentar uma leve trajetória de queda, mas a taxa de desemprego pode aumentar, passando de 6% para 6,8% no mesmo período.

Outro ponto a ser destacado é a expectativa de redução do déficit em transações correntes, que deverá diminuir de 2,9% do PIB em 2025 para 2% em 2027. Esses dados sugerem que, embora o Brasil possa estar se posicionando melhor em termos de PIB nominal, desafios significativos em termos de crescimento real e emprego ainda persistem, tornando fundamental um acompanhamento atento das políticas econômicas que guiarão o país nos próximos anos.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — sasint (pixabay)