sexta-feira, 30/10/2026

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Governo anuncia proposta de anistia para dívidas de pequenos negócios do setor de eventos e alimentação após menção de Flávio sobre o Perse.

A proposta do governo Lula de anistiar dívidas de empresas do Simples Nacional, especialmente aquelas ligadas ao setor de eventos, bares e restaurantes, vem à tona em um momento crucial. O projeto de lei…

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A proposta do governo Lula de anistiar dívidas de empresas do Simples Nacional, especialmente aquelas ligadas ao setor de eventos, bares e restaurantes, vem à tona em um momento crucial. O projeto de lei será enviado ao Congresso Nacional, visando aliviar a pressão financeira que esse segmento enfrenta, com dívidas acumuladas que já somam impressionantes R$ 15 bilhões, afetando cerca de 400 mil negócios no país.

A iniciativa foi anunciada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), que também atua como coordenador político da campanha de Lula. Ele destacou que o estudo para a anistia foi autorizado pelo presidente e visa promover um debate no Congresso. A medida surge apenas dias após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestar sua intenção de reativar o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse), um projeto que foi encerrado em 2025 sob acusações de irregularidades e elevado custo fiscal.

O Perse, que teve sua origem em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro, foi criado para apoiar o setor de eventos em meio à pandemia. Contudo, sua implementação gerou polêmica, especialmente quando beneficiários inesperados, como influenciadores e artistas, foram revelados. Agora, Flávio Bolsonaro se apresenta como defensor do retorno desse programa, prometendo um novo impulso para o setor cultural, que, segundo ele, está sufocado pela crise atual.

Enquanto isso, o atual governo também planeja lançar uma linha de crédito para ajudar esses empresários a regularizarem suas pendências com o Fisco, especialmente com a expectativa da nova reforma tributária que entrará em vigor no próximo ano. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, enfatizou a importância de ajudar esse setor, que historicamente enfrenta dificuldades financeiras.

A proposta de Lula e as declarações de Flávio Bolsonaro refletem a urgência em encontrar soluções para um setor que, mesmo em tempos de crise, continua a desempenhar um papel vital na economia e na cultura do país. A expectativa agora gira em torno de como essas medidas serão recebidas no Congresso e qual será o impacto real nas empresas afetadas.