Na última segunda-feira, 19 de setembro, o governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica ao proibir suas agências de utilizarem ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup chinesa DeepSeek. Esta ação se insere em um contexto de crescente rivalidade entre Washington e Pequim, que disputam a liderança em um setor tecnológico em rápida evolução.
O Departamento de Segurança Interna divulgou um comunicado informando que não apenas os produtos da DeepSeek estão banidos, mas também qualquer ferramenta construída com base nessa inteligência artificial. As agências governamentais têm a ordem de remover esses softwares de todos os dispositivos em uso. Vale destacar que essa proibição abrange apenas as agências civis, deixando de fora as Forças Armadas e os serviços de inteligência, que não foram comentados pelo Departamento de Defesa.
Um documento que acompanhou o anúncio elenca os riscos associados aos modelos da DeepSeek, descrevendo-os como portadores de “múltiplos vetores de ameaça”. O Departamento de Segurança Interna alertou que a utilização dessas ferramentas pode facilitar a transferência de dados sensíveis para a China, especialmente devido à localização dos servidores da empresa, que estão sob a jurisdição de um sistema jurídico que concede amplos poderes ao governo chinês para acessar informações de empresas privadas.
A DeepSeek se destacou no cenário global de inteligência artificial ao lançar, em janeiro de 2025, um chatbot que revolucionou o mercado, oferecendo desempenho superior a um custo acessível e desafiando as grandes empresas americanas. As autoridades dos EUA acusam a empresa chinesa, junto a outras gigantes do setor, de apropriar-se de inovações desenvolvidas por seus concorrentes americanos, acentuando a tensão já existente entre os dois países na corrida pela supremacia tecnológica.
Crédito da imagem: Logo do Deepseek



