sexta-feira, 30/10/2026

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Meta registra aumento de 264% em lucro no 3º trimestre, alcançando R$ 324 bilhões, impulsionado por suas plataformas sociais.

A Meta, gigante por trás de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, reportou um lucro líquido impressionante de US$ 9,86 bilhões (R$ 49,3 bilhões) entre julho e setembro de 2026, marcando um crescimento de…

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A Meta, gigante por trás de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, reportou um lucro líquido impressionante de US$ 9,86 bilhões (R$ 49,3 bilhões) entre julho e setembro de 2026, marcando um crescimento de 264% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total da empresa alcançou US$ 64,60 bilhões (R$ 324,2 bilhões), um aumento de 26% em comparação ao terceiro trimestre de 2025.

Os resultados financeiros da Meta são consolidados na chamada “Família de Aplicativos”, que compreende todas as suas plataformas. Nesse segmento, a companhia faturou US$ 64,16 bilhões (R$ 320 bilhões), representando quase 99% da receita total. A publicidade foi a principal fonte de receita, com US$ 63,06 bilhões (R$ 315 bilhões), enquanto os outros US$ 1,10 bilhão (R$ 5,5 bilhões) vieram de diferentes fontes.

O crescimento na receita publicitária foi impulsionado por um aumento no número de anúncios exibidos, que subiu 10%, e um aumento de 14% no preço médio por anúncio. Além disso, a média de usuários ativos diários da Meta alcançou 3,64 bilhões em setembro, um aumento de 3% em relação ao mesmo mês de 2025.

Entretanto, o lucro operacional da divisão foi impactado por um encargo extraordinário de US$ 9,89 bilhões (R$ 49,45 bilhões) decorrente de um acordo com procuradores-gerais de 52 estados dos EUA, relacionado a questões de saúde mental de adolescentes. Apesar desse obstáculo, a Meta continua investindo fortemente em sua infraestrutura de inteligência artificial, vista como uma prioridade estratégica.

No terceiro trimestre, o CEO Mark Zuckerberg anunciou o lançamento de novos modelos de IA, o Muse e o Muse Wonder, que prometem impulsionar ainda mais o engajamento dos usuários e a eficiência na exibição de anúncios. A empresa acredita que esses desenvolvimentos podem sustentar um crescimento robusto da receita até 2027.

Para isso, a Meta planeja um investimento significativo em sua infraestrutura tecnológica, estimando gastar entre US$ 135 bilhões (R$ 675 bilhões) e US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) em 2026. Além disso, aprovou a criação de ações ordinárias de Classe C, sem direito a voto, como parte de sua estratégia de financiamento a longo prazo.

Enquanto isso, a Meta também se prepara para reduzir gradualmente as perdas da Reality Labs, divisão focada em realidade virtual e aumentada, que deverá registrar um prejuízo operacional em torno de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões) em 2027. Essa reorientação de recursos reflete a determinação da empresa em focar ainda mais no desenvolvimento e na aplicação da inteligência artificial em suas operações.

Crédito da imagem: Meta recebeu mais de R$ 290 milhões de campanhas