sexta-feira, 30/10/2026

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Novas diretrizes para o MEI: perdão de dívidas, elevação do teto e ampliação do quadro de funcionários

Na última quinta-feira (15), o Senado Federal aprovou um projeto que promete transformar o cenário dos microempreendedores no Brasil. O Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual…

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Na última quinta-feira (15), o Senado Federal aprovou um projeto que promete transformar o cenário dos microempreendedores no Brasil. O Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e perdoa dívidas de empresários endividados agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com essa nova legislação, cerca de 3,6 milhões de empreendedores poderão se beneficiar da anistia de débitos que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões.

Entre as mudanças destacadas, o perdão de dívidas contraídas até 13 de outubro de 2026 é uma das mais relevantes. Além disso, o limite de faturamento anual do MEI será elevado para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, e a possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades será introduzida. O projeto foi amplamente apoiado, recebendo 461 votos favoráveis na Câmara e 78 no Senado, sem votos contrários em ambas as casas.

Com a expectativa de impactar até 17,6 milhões de microempreendedores, as novas regras visam não apenas a regularização de dívidas, mas também a ampliação das oportunidades de crédito e crescimento. Em paralelo, o governo está desenvolvendo uma proposta que oferecerá até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, um recurso que, se aprovado, não precisará ser devolvido pelos beneficiários.

A anistia das dívidas é uma medida que surge em um contexto de crescente endividamento dos microempreendedores, agravado pela pandemia. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, destacou que a decisão de perdoar essas dívidas é uma tentativa de devolver a regularidade a esses trabalhadores, muitas vezes impossibilitados de operar devido a pendências financeiras. Para manter o benefício, os MEIs precisarão cumprir algumas condições, como manter os pagamentos em dia e desistir de ações judiciais relacionadas às dívidas anistiadas.

A proposta também traz mudanças significativas no limite de faturamento. O teto atual de R$ 80 mil, que está em vigor desde 2018, será gradualmente elevado, permitindo que os microempreendedores ampliem suas atividades sem o medo de ultrapassar o limite e migrar para uma categoria com maior carga tributária. Essa mudança é vista como um passo importante para estimular o crescimento e a formalização de pequenos negócios.

A nova regra para a contratação de funcionários também representa um avanço, permitindo que alguns MEIs contratem até dois empregados, o que pode contribuir para a geração de empregos formais e a expansão dos negócios. As novas diretrizes entrarão em vigor após a sanção presidencial e a publicação da nova lei, com as alterações no limite de faturamento ocorrendo de forma escalonada nos próximos anos.

As estimativas apontam que o impacto fiscal da medida será significativo, com custos projetados de R$ 1,57 bilhão em 2027 e R$ 3,15 bilhões em 2028. O perdão das dívidas também terá um custo considerável, estimado em R$ 3 bilhões ao longo de três anos. Essa proposta é vista como uma oportunidade crucial para revitalizar o setor de microempreendedores, que desempenha um papel vital na economia brasileira.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — stevepb (pixabay)