sexta-feira, 30/10/2026

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Queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no setor agrícola no segundo trimestre

O cenário do agronegócio brasileiro apresenta sinais de recuperação, conforme aponta um estudo da Serasa Experian. No segundo trimestre, o número de pedidos de recuperação judicial (RJ) caiu para 448, representando uma diminuição de…

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O cenário do agronegócio brasileiro apresenta sinais de recuperação, conforme aponta um estudo da Serasa Experian. No segundo trimestre, o número de pedidos de recuperação judicial (RJ) caiu para 448, representando uma diminuição de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta é a primeira vez desde 2022 que se observa uma queda nesse índice durante o segundo trimestre, o que pode indicar uma leve melhora no desempenho financeiro dos produtores rurais.

Apesar de os números serem animadores, Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, aconselha cautela ao interpretar esses dados. Ele sugere que a redução nos pedidos pode estar ligada a um aumento temporário nas receitas, influenciado pela sazonalidade das atividades agrícolas e por um esforço crescente de renegociação de dívidas com os credores. “É fundamental monitorar se essa tendência de queda se manterá nos próximos meses”, alerta Pimenta, ressaltando que o setor ainda enfrenta desafios significativos, como custos elevados e um acesso ao crédito cada vez mais restrito.

Entre os estados, o Mato Grosso se mantém como o líder em pedidos de recuperação judicial, com 107 registros. A seguir estão Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42). No que diz respeito às atividades, o cultivo de soja, predominantemente cultivado no Brasil, foi responsável por 70 pedidos, enquanto a criação de bovinos somou 28 solicitações.

Uma análise mais detalhada revela que as pessoas físicas registraram uma queda de 10,5% nos pedidos em comparação ao segundo trimestre do ano anterior, totalizando 197, enquanto as empresas, por sua vez, tiveram uma redução de 34,2%, resultando em 160 solicitações. No que se refere ao porte dos produtores, aqueles classificados como “sem propriedades” lideraram o número de pedidos, com 70 registros, seguidos por grandes proprietários (51), pequenos (39) e médios proprietários (37).