sexta-feira, 30/10/2026

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Senado aprova ampliação do teto do MEI e quitação de dívidas para microempreendedores inadimplentes.

Na sessão desta quinta-feira (15), o Senado Federal deu um passo significativo para fortalecer os microempreendedores individuais (MEIs) ao aprovar um projeto de lei que eleva o teto de faturamento e promove a anistia…

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Na sessão desta quinta-feira (15), o Senado Federal deu um passo significativo para fortalecer os microempreendedores individuais (MEIs) ao aprovar um projeto de lei que eleva o teto de faturamento e promove a anistia de dívidas para os inadimplentes da categoria. Essa iniciativa, enviada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, surge em um momento estratégico, a poucos dias do segundo turno das eleições, refletindo uma tentativa de reconexão com esse importante segmento da economia.

A proposta, que já havia recebido aprovação na Câmara dos Deputados um dia antes, foi ratificada por 78 votos a favor e sem oposições. Com as novas regras, o limite de faturamento para os MEIs será elevado para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, um aumento significativo em relação ao atual limite de R$ 80 mil. O relator do projeto, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), destacou que muitos microempreendedores se veem forçados a evitar contratos para não ultrapassar essa faixa, complicando suas operações.

Além do aumento no faturamento, a lei também permite que os MEIs contratem até dois funcionários, ao invés de apenas um, desde que o pagamento fique restrito ao salário mínimo ou ao piso da categoria. Essa mudança representa um avanço na capacidade de crescimento dos pequenos negócios.

Entretanto, a aprovação da matéria não passou sem críticas. A oposição questionou a conveniência de votar uma medida desse porte às vésperas do segundo turno, levantando preocupações sobre a politicagem em torno dos interesses dos microempreendedores.

Outro ponto a ser observado é a previsão de um impacto fiscal considerável, com uma renúncia de receitas estimada em R$ 1,57 bilhão para 2027 e alcançando até R$ 3,38 bilhões em 2029. O perdão das dívidas de MEIs, por sua vez, pode resultar em um custo de R$ 3 bilhões ao longo de três anos, com um impacto adicional para dívidas ainda não formalmente registradas que pode chegar a R$ 2 bilhões.

A proposta também abre espaço para futuros investimentos, com o governo planejando enviar ao Congresso um projeto que prevê a concessão de até R$ 5 mil não reembolsáveis para pequenos negócios, embora essa medida só deva ser proposta após as eleições.

Com essas mudanças, o governo busca não apenas aliviar a carga financeira dos microempreendedores, mas também estimular o crescimento desse setor vital da economia brasileira, que desempenha um papel crucial na geração de empregos e na formalização de negócios.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — manseok_Kim (pixabay)